Recebemos um convite de uma grande amiga nossa,
a Carla, para um reportagem no jornal Bom Dia!
Como tocamos no dia, em Santana de Parnaíba,
não postamos aqui a reportagem, que ficou ótima!!!
Recuperando o atraso, hehe, nós transcrevemos a reportagem logo abaixo!
Esperamos que gostem tanto quanto nós gostamos!
Aqui vai!!!
A alegria das choronas: Meu Brasil Brasileiro Depois de gravar o primeiro CD, as irmãs comemoram carreira
Carla de Campos
Um CD de Altamiro Carrilho mudou a vida da família Meyer Ferreira. Corina, 20 anos, ainda era criança quando conheceu a musicalidade do flautista, lenda viva do choro brasileiro, e decidiu o que queria da vida. Não demorou para que o gosto musical se difundisse pela família, arrebatando as irmãs Lia, 18 e Elisa, 15. Assim, há seis anos, surgia o conjunto Choro das 3, que acaba de gravar o seu primeiro CD, “Meu Brasil Brasileiro”, pela Som Livre. O primeiro trabalho é um passeio musical, mas que evidencia uma preocupação: a de apresentar o chorinho. Por isso, o álbum reúne clássicos populares, como “Carinhoso”, “Tico-tico no Fubá” e “Aquarela do Brasil”. “Muita gente não conhece o choro ou acha que é um gênero triste. Mas o chorinho é para os brasileiros o que o jazz é para os norte-americanos”, diz Corina. “O CD é um projeto de três anos. Gravamos 60 músicas e tivemos que escolher 14. Não foi fácil”, completa Lia. Em um universo predominantemente masculino, as meninas de Porto Feliz conquistaram seu espaço. Desde crianças elas freqüentam as rodas de choro em São Paulo, onde receberam toda a influência dos chorões mais experientes. O resultado da mistura foi um chorinho particular, só delas. Apesar da agenda cheia por causa da divulgação do CD, com shows e gravações em programas de rádio e TV, participar das rodas é compromisso quase obrigatório das meninas, aos sábados, na loja da Contemporânea e na oficina do luthier e violonista Manoel Andrade. Afinal, além da diversão, é o momento de tocar, ouvir e prestar atenção na velha guarda. Foi em uma destas rodas que Lia conheceu o violão de 7 cordas, hoje marca registrada da irmã do meio que sabe que perpetua a tradição da escola de violonistas. Ela tem como referência maior o carioca Dino 7 Cordas, morto em 2006. Elisa, a irmã caçula, além de tocar bandolim, clarinete e banjo, assumiu um outro papel no conjunto, o de compositora. Com nove anos escreveu “Bolinha de Gude”, música que integra o CD “Meu Brasil Brasileiro”. A família Meyer Ferreira respira música. Tanto que o pai das meninas, Eduardo Ferreira, reforçou o grupo tocando pandeiro. A mãe, Cristina, fica na retaguarda, assumindo o papel de empresária, divulgadora e, principalmente, fã número 1.